sábado, 21 de novembro de 2009

Mais de um ano depois....

Então gente...tô aqui de novo. Deixei esse blog por motivos que nem sei. Minha amiga blogueira Ana, curious about), voltou a postar e isso me deu vontade de voltar também. So...here I am!
O que aconteceu nesse tempo: coisas boas e outras nem tanto.
-terminei minha pós;
-abri minha própria escola de idiomas;
-conheci pessoas interessante;
-estou bemmmm mais caseira;
- me viciei na Saga Crepúsculo (sei sei...torçam os narizes o quanto quiserem!);
- ví filmes fantásticos;
-nasceu meu sobrinho, filho da irmã do meu namorado;
-eles mudaram pra SP;
-meu namorado se mudou pra minha casa;
-meu irmão mais novo noivou;
....
-minha vó faleceu.

Choros, risos, tristezas....enfim.

Vou tentar ser mais frenquente nos posts de novo.

bjos a todos e bem vindos de volta.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Enfim...a estréia

Sexta feira 11/04/2008. O dia de minha tão esperada estréia nos palcos rsrs! Não foi nada traumatizante, pelo contrário, foi bem gratificante ver uma peça tomar vida. Acompanhar a criação do texto, opinar, pensar nos personagens, as características, a direção...as roupas. Enfim, jamais imaginei que poderia ser tudo tão difícil e complicado. Passei a respeitar muito mais os atores e os diretores mais ainda! Passei a ver o teatro com outros olhos, e ví que realmente é muito mais difícil fazer rir. A comédia é muito mais trabalhosa.
Eu me saí razoavelmente bem, me achei muito canastrona, mais com treino quem sabe poderia ser até mediana. Uma das meninas se animou até a fazer aula de teatro, eu não encaro por falta de tempo mesmo, seria muito difícil conciliar.
Foi mais uma experiência diferente que essa pós me proporcionou, foi muito legal mesmo. Agora...que venha a monografia!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Enfim chegou o dia da minha mais nova empreitada: a peça de teatro que eu tive que fazer pro meu curso de pós!
Quando a professora falou nisso pela primeira vez, há alguns meses atrás, eu não gostei nada da idéia. Apesar de ser professora, estar na berlinda todo o dia e me dar bem nas rodas de amigos, eu ainda mantenho parte da timidez que carreguei durante toda a minha infência e adolescência. Sou uma pessoa de perfil reservado. Então me assustei e me propus a fazer outros serviços, como iluminação, sonoplastia, figurino, etc. Mas todos os membros da equipe teriam que estar no palco. Então, o que fazer? Ora...o que sempre faço! Respirar fundo e encarar, achar um ponto por cima das cabecinhas na platéia e não olhar pra ninguém .Imaginar que todos são cabeças de couve-flor, né Ana? rsrs
Nossa estréia é sexta ou sábado. Estou tranquila, ensaiamos muito e está ficando bom. Meu papel é hilário, faço uma viciada em saúde, alimentação saudável e exercícios físicos. Bastante parecida comigo (com excessão dos exercícios).
Vamos ver no que vai dar....logo depois da "estréia" posto contanto como foi a exoeriência.
Até...
E como dizem no teatro: Merda!!!!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Bia num céu de diamantes


No dia 20 de março começou aqui em Curitiba o Festival de Teatro, que acontece todos os anos. Eu sempre vou, e dou preferência às comédias, musicais e dança. Quando peguei o programa desse ano, como sempre,várias me chamaram a atenção, mas uma em particular - Beatles num céu de Estrelas, realizado por um grupo de teatro do Rio de Janeiro e que usa as músicas do grupo como um roteiro teatral. Então mesmo sem ter companhia eu comprei dois ingressos, depois eu achava alguém pra ir comigo, o importante era garantir o ingresso, que com certeza seria muito disputado.
Eu tenho uma ligação especial com os Beatles. Desde pequena faz parte da trilha sonora da minha vida, pois meus pais viveram na época áurea do grupo, mesmo que bem jovens. Com o passar do tempo eu comecei a ouvir mais que eles, criando até uma espécie de devoção. Foi com as músicas do grupo que eu comecei a aprender inglês e me apaixonei pela Inglaterra.
O espetáculo foi no último sábado – 22 de março. Foi simplesmente EX TRA OR DI NÁ RI O. O cenário simples, quase minimalista. O figurino idem. Os atores/cantores com clara formação de canto clássico cantavam de uma forma linda, músicas velhas conhecidas minhas mas de uma maneira totalmente diferente. Acompanhados apenas por um piano, um violoncelo e percussão.
Normalmente eu não gosto de interpretações diferentes de músicas originais, de releituras, mas nesse caso foi uma surpresa agradável. Lucy in the sky with diamonds, quase à capela, Let it Be transformada em música romântica e Hey Jude, tão linda que tive que segurar o choro, por que essa tem um significado especial pra mim, pois quando eu morava na Inglaterra (nada mais nada menos que a terra deles!!) era essa a música que eu ouvia quando tinha saudades do meu irmão.
Interpretações teatrais, dignas da Broadway e do West End. Sopranos, contraltos, barítonos...interpretando músicas daqueles que revolucionaram o cenário musical com guitarras distorcidas nunca antes escutadas. Letras e músicas atualíssimas mesmo 40 anos depois de serem compostas e gravadas.
Enfim, foi emocionante pra mim que tenho como frustração não ter vivido naquela época. Um espetáculo que não esquecerei tão cedo.
Quanto à pessoa que foi comigo não poderia ser melhor!!! Meu irmão, que coincidentemente (ou não!) se chama Juliano!

domingo, 16 de março de 2008

Estou bem feliz! Ontem tive a última aula da minha pós graduação, e o fechamento foi com chave de ouro! Com um dos maiores nomes do estudo da leitura no Brasil (talvez até no mundo) a Dra. Eliana Yunes! Uma sumidade total!
Falta agora a apresentação da peça de teatro que nós teremos que escrever, criar figurinos, som e iluminação e é claro sermos as atrizes! Quando no começo do ano nossa professora de teatro (outra sumidade a Dra. Marta Morais da Costa) nos avisou que teríamos que fazer isso eu gelei. Apesar de ser professora, falante, sou bem reservada e ainda tenho traços da timidez que marcou minha adolescência. Mas agora estou super envolvida com a criação do texto e meu papel está definido! Estou totalmente ansiosa pra começar a ensaiar e fazer a apresentação! É claro que não convidarei ninguém, mas tenho certeza de que vai ser bemmmm legal. Até por que é uma comédia.
É o fim de mais uma etapa da minha vida. Falta a monografia e a banca - espero que não seja tão traumático!!
Boa semana

terça-feira, 11 de março de 2008

Cybervida

Tenho percebido ultimamente o aumento dos casos de pessoas que só mantêm relacionamentos através da Internet.
Em outras postagens falei do quanto a Internet pode nos ajudar, inclusive aproximar pessoas de discussões como fazemos nos blogs, como esse. Mas temos que ver que essa moeda tem dois lados. O que me espanta é o fato de muitas pessoas passarem muito tempo na net. Net vicia. É um vício moderno que na minha opinião pode minar os relacionamentos humanos, a amizade, o namoro.
Quantos não se visitam mais, não se telefonam, não saem porque falam demais pelo MSN e daí não existem novidades. Não tem assunto.
Vejo muito isso nos adolescentes. Eles se falam só pelo msn. Ao invés de marcar um cinema, ir ao shopping -coisa que eu fazia na minha adolescência. Sexta feira à tarde era sagrado: depois das aulas eu e um grupinho íamos ao Muller passear, conversar, paquerar.
Em tardes de domingo, quando estou em casa, vejo muitas pessoas on line. Em dias bonitos, ensolarados, trancadas em casa teclando, na maioria das vezes com desconhecidos, ou até com pessoas da mesma cidade. Por que não marcar alguma coisa, aproveitar o dia? Ahh eu saio mesmo que sozinha!
É claro, que o Msn é uma ótima solução pra manter contato com quem mora longe, mas devemos deixá-lo de lado um pouco e encontrar pessoalmente as pessoas. Deixar os assuntos, as novidades pra serem contadas cara a cara. Vendo as reações, as expressões. Risos de verdade ao invés do rs rs rs.
Bjos à todos

terça-feira, 4 de março de 2008

A evolução da arte e da demência de Vincent Van Gogh através de seus auto retratos












“Nós passamos toda a vida num inconsciente exercício da arte de expressar nossos pensamentos com a ajuda de palavras”

Vincent Van Gogh é considerado um dos grandes expoentes da arte do século XIX. Nascido em Groot Zundert, Holanda, em março de 1853 começou a atuar profissionalmente aos 15 anos de idade trabalhando para um comerciante de arte em Haia.
Quando se mudou para Amsterdã seu primeiro interesse foi tornar-se pastor e chegou a estudar Teologia, o que acabou afastando-o por um tempo das artes. Esse entusiasmo e dedicação à religião influenciaram sua pintura. Nesse período Van Gogh dedicou-se a pintar principalmente retratos de pessoas comuns, as telas são tecnicamente soturnas, onde se destacam as cores preto e marrom, que descrevem a realidade social e a sobriedade causada pela religião. É nessa época que começa a pintar seus auto retratos (retrato 1) que para ele eram uma forma de auto conhecimento. São muitos, onde o artista descreve seus variados sentimentos em diferentes momentos de sua vida.
"Eu quero a luz que vem de dentro, quero que as cores representem as emoções”
Devido ao seu entusiasmo causado primeiro pela religiosidade e depois pela arte, Van Gogh trabalhava freneticamente. Muitos acreditam que isso acontecia nos períodos de mania do pintor, que eram seguidos por períodos menos criativos de exaustão e depressão. A psiquiatria moderna o diagnosticou como bipolar, doença caracterizada pelas alterações de humor, a depressão e a mania, e que teve grande influência em suas obras. É possível ver em que estado emocional ele estava através de seus quadros.
Após chegar a Paris, em 1886, e da agravação de seu estado emocional, ele começou a ver na cor uma maneira de maior expressão e veículo da espiritualidade.
1888. Começa a fase caótica de matizes, que é sua maior virtude. A técnica do pontilhado dá lugar às características pinceladas rápidas e curtas, intensificando a marca do pincel. Aplicadas em cores puras, as pinceladas são justapostas lado a lado, como jorros de tinta.
Outra hipótese para os problemas psicológicos de Van Gogh é de envenenamento pelo chumbo contido nas tintas. Um dos sintomas é a diminuição das retinas que pode causar a ilusão de ver a luz em círculos. Isso pode ser visto em diversas obras como Noite estrelada .
No hospital psiquiátrico de Saint Remy, onde se internou por vontade própria após um período de depressão profunda, Van Gogh ficou muito tempo sem sair de seu quarto. E podia pintar apenas sua realidade, os auto retratos. Nesse período tentou dar à sua obra uma atmosfera mais serena, como o uso do azul. É o que acontece no auto retraro azul de 1888 (retrato 2) que tem o fundo coberto por espirais em tom azul e verde, nas mesmas cores de suas roupas, que se fundem. Destacam-se sua barba ruiva e o olhar fixo. Vincent mandou esse quadro para o irmão Théo, que o apoiou a vida toda, onde disse: "Espero que repares que a expressão do meu rosto se tornou mais calma embora o olhar esteja menos firme que antes, segundo parece".
Ainda em 1888, após um período mais depressivo, Vincent teve uma grande crise acompanhada de alucinações e tentativa de suicídio.
Em 1889 sua doença se agravou e foi internado na clínica psiquiatra Saint Paul, dentro de um mosteiro com um jardim que virou sua grande fonte de inspiração. As emoções em conflito e a imaginação acelerada intensificaram seu ritmo de trabalho, o que pode ser notado pela grande quantidade de quadros pintados nos seus últimos anos de vida. Em um total de 800 pinturas atribuídas a ele, 400 foram pintadas nos últimos três anos de vida. Era a maneira como ele lidava com a turbulência dos pensamentos e a inquietação causada pela doença.
No final chegou a usar a tinta diretamente do tubo sobre a superfície da tela, o que deixava a tinta visivelmente mais espessa, rude. As cores fortes, amarelos vivos e vermelhos intensos, criavam efeitos que expressavam sua inquietude.
Depois de uma briga com o amigo Gauguin, Vincent corta a orelha esquerda em um acesso de fúria. Mais tarde pinta diante do espelho esse que viria a ser seu último auto retrato onde é possível ver seu olhar de mágoa e melancolia. (retrato 3)
Mesmo sendo extremamente talentoso e tendo revolucionado a pintura, Van Gogh viveu na pobreza. Só virou celebridade após sua morte. Em vida vendeu apenas um quadro, mas hoje suas obras estão entre as mais caras do mundo, valendo verdadeiras fortunas e influenciando várias gerações de artistas.




domingo, 17 de fevereiro de 2008

Gente! Tenho que dividir isso com vocês. Tive a idéia de fazer um cd só com músicas da minha infância, coisas dos anos 80. Mas pra ser engraçado tinham que ser todas em inglês pra eu rir sozinha de como eu as cantava errado.
A pesquisa foi deliciosa! Ouvir as músicas do Michael Jackson (de quando ele era negro e relativamente normal) me causaram uma sensação tão boa que quase chorei. Lembrar a casa que morei, o bairro, as amiguinhas, minha prima 7 anos mais velha (excelente influência musical. Foi graças à ela que me apaixonei pelo KISS, quando ela trouxe da escola um texto que dizia que eles eram demoníacos e que KISS significava Knights in satan service, cavaleiros a serviço de satan).
E assim seguiram as músicas do ABBA e Bee Gees ( que minha mãe ouvia). The Cure e Smiths (um prelúdio do meu futuro amor pelas coisas inglesas), Boy George e outras.
Tá sendo uma experiência bem legal...e aceito sugestões!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Carnevalis

E chega o carnaval!! Essa festa pagã onde todos acham que podem festar à vontade além dos limites que serão perdoados depois, quando fizerem suas penitências de quaresma!! Vá entender!! O Carnaval já começou na verdade como uma festa sem limites, ideal pra "soltar a franga" sem culpa, sem pecados. Afinal começou em Roma, que tem um notório histórico de comportamento fora dos padões da normalidade, dita cristã.
Começou como uma festa em Glória ao deus Saturno. Esse festejos eram de tamanha importância que tribunais e escolas fechavam as portas durante o evento, escravos eram alforriados, as pessoas saíam às ruas para dançar. A euforia era geral. Na abertura dessas festas ao deus Saturno, carros buscando semelhança a navios saíam na "avenida", com homens e mulheres nus. Estes eram chamados os carrum navalis. Muitos dizem que daí saiu a expressão carnevalis.
Que lugar mais fértil do que o Brasil pra esse hábito crescer? Com essa misturta de raças, sotaques e com o tempero da cultura africana, surgiu essa que é considerada a maior festa popular do mundo. Uma ópera.
Esse ritual é uma espécie de marca registrada do Brasil mundo afora. Assim como as mulatas semi nuas, as praias, o samba e é claro, as bundas. Chega a irritar. Lá fora quando você diz que é brasileiro, principalmente mulheres, os olhos dos gringos brilham. Te pedem pra cantar, sambar e às vezes te fazem "convites" que acham que serão aceitos, pois afinal...você é brasileira, não fica nua a maior parte do tempo? Nas praias?
Bem...eu não gosto de carnaval. Quando era criança, naquelas matinês de clube...ainda. Mas agora que é esse festival de promiscuidade, a baixaria...tô fora. Ficarei com uma coleção de dvds pra assistir, sossegada, sem sair no meio da baderna.
Para os que gostam, festem de maneira responsável. Não se excedam.
Até breve

domingo, 27 de janeiro de 2008

Primeira postagem de 2008.
Fiquei afastada dos blogs, emails e etc por que estava de férias, num vai e vem entre praia e ctba. Mas agora volto às atividades em definitivo.
Meu ano não começou tão bem, mas o importante é continuar mirando alto. Afinal como dizem os italianos "Piano piano si vá lontano" (devagar se vai longe).
Daqui a uma semana é carnaval, o que significa que o ano vai realmente começar. Volta às aulas, volta ao trabalho...enfim...voltar ao cotidiano. Coisa que nem sempre é fácil pois o ócio vicia!
Enfim, esse é um post pra dizer simplesmente que estou de volta, que sobreviví ao Natal e ao Reveion e aos problemas.
Té mais

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Resoluções de Ano Novo

Ufa! Passou aquela frescura do Natal, agora posso ir sossegada ao shopping sem ouvir "Jingle Bells...Jingle Bells..."
Porém se aproxima uma nova mania: o Ano Novo. Roupas brancas, calcinhas e cuecas coloridas, simpatias e as sempre frequentes Resoluções de Ano Novo.
Todo o ano a mesma coisa. Passa-se o ano todo fazendo planos e adiando, mas quando chega o fim de ano, o marco-zero, um novo começo, as pessoas voltam às suas listinhas.
"Esse ano eu entro numa academia!". "Em 2008 eu começo a fazer inglês!". "A partir da meia noite não fumo mais!". É claro que lá pelo meio de fevereiro a pessoa ainda não se matriculou na academia, não procurou escola de idiomas, e continua fumando uma carteira de cigarros por dia.
Creio que essas tais resoluções devem ser feitas a todo momento. Pra que esperar uma segunda feira pra começar regime? Morrer de fome nos três últimos meses do ano pra emagrecer e curtir duas semanas de praia? Sem falar na "torração". AHh essa na minha opinião é a mais ridícula. Quem disse que tom bronzeado é a cor da saúde? Pois saibam, meus caros, que quem se bronzeia, principalmente passando pelo estágio do tom pimentão, está matando suas células, desidratando a pele, consequentemente: envelhecimento precoce! Sempre rio quando vejo aquela mulherada na beira da praia parecendo aqueles frangos de televisão de cachorro. Queima um lado, se besunta mais, vira...e assim vai. Depois vira uma ameixa. Com 30 anos e cara de 40!
Juro que isso não é despeito meu, pois desde criança nunca peguei cor nenhuma, desde os 15 sei que esse negócio é pura burrice, e assumi minha branquice, a despeito de todos me darem apelidos: branca de neve, copo de leite....porém, saudável e sem cara de 30!
Voltando às resoluções: pensei na minhas. Quero voltar a estudar italiano, em prol da minha cidadania, que com certeza é a meta de 2008. Terminar a minha pós com chave de ouro, fazer uma boa mono. Continuar a ver minhas amigas, e sair com elas sem meu namorado uma vez por mês. Continuar minhas negociações no trabalho pra progredir...e ser feliz. Enfim, dar continuidade nas coisas que já comecei esse ano.

Que todos vocês tenham perseverança e não deixem de lado suas resoluções. Tenham tenacidade, persistência e consigam sucesso. Parem de fumar, comecem a fazer inglês, entrem numa pós, emagreçam, conheçam alguém especial, comprem aquele sonhado carro, apartamento ou televisão, ou simplesmente quitem suas dívidas.
Sejam felizes....sem complicações!
Um abraço à todos vocês, nos vemos em 2008

sábado, 22 de dezembro de 2007

Então é Natal....

Já escrevi há alguns posts atrás que o ano passou muito rápido. Já no começo do mês já era possível detectar alguns sinais de que 2007 estava se despedindo. Alguns desses sinais:
as músicas natalinas insuportáveis tocadas em harpas,
a decoração dos shoppings,
amigo secreto,
confraternizações no trabalho (pessoas que se odeiam se abraçando)
festa de família (parentes que se odeiam se abraçando)
todo mundo esperançoso e já pensando nas resoluções de ano novo (que lá por março já estão esquecidas)
todo mundo preocupado em comer panetone, peru e sidra,
e o hour concour , crème de la créme: as chamadas do show de fim de ano do Roberto Carlos!
Falem sério, alguém ainda assiste à essa múmia? Nem meus pais que eram fãs dele desde a época da jovem guarda assistem mais!
Enfim, cada um é cada um, cada qual é cada qual, e mal gosto não se discute - lamenta-se.

Tem muitas coisas em fim de ano que eu não gosto. Acho que o espírito do Natal foi perdido e trasformado numa festa comercial demais onde só os presentes são importantes. Na verdade o real sentido do Natal é que é uma festa de aniversário. Sim, daquele que independente de religião ou crença mudou a história do mundo ocidental. A ponto de nosso calendário ter tido início justamente no seu nascimento, a cerca de 2007 anos (mas definitivamente não em dezembro e muito menos ele era loiro de olhos azuis.)
A igreja sempre seu um jeitinho de dar as cartas, até na aparência, estado civil (porque que ele era casado com Maria Madalena não tenho dúvidas)
Enfim, minhas crenças à respeito são bem particulares, fruto de alguém que estudou em colégio de freiras, filha de um ex seminarista, mas que sempre teve liberdade de questionar.
Mas cumprindo o protocolo....desejo à todos um Feliz Natal e que 2008 seja um ano bom. Afinal será um ano 1 (2+0+0+8 = 10 = 1) que é a chance de um recomeço, começar do zero, alías, começar do UM.

Felicidades à todos!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

" A gente quer inteiro e não pela metade"

Creio ter acabado mais um ano de compromissos. O que pode significar que eu consiga escrever mais aqui (mas não prometo!).
Esse ano pra mim foi bem agitado e fazendo uma retrospectiva com minha psicóloga ontem (sim eu faço terapia, assumo sem vergonha nenhuma e recomendo a todos), cheguei a conclusão que foi um ano rico pra mim, com muitas realizações e quebras de paradigmas. E isso é muito bom! E significa também que nunca é tarde pra mudar certas coisas, hábitos, crenças, muitas delas pautadas em coisas tão insignificante e que achamos que são essenciais para nossa vida.
Um exemplo? Como já falei aqui, a busca de um relacionamento e de uma pessoa perfeita. Ando escrevendo muito sobre isso, mas é porque quero que meus amigos e amigas vejam que existe muito mais além de conceitos pré concebidos e bitolados com relação à essa pessoa "perfeita" que todos procuram. Belos, inteligentes, bem sucedidos e descomplicados. Basta pensar assim: você é tudo isso? Claro que não, ninguém é, e como então podemos querer alguém que seja?
Acredito muito na teoria do Gicovate, aquela velha ladainha de procurar a "cara metade" é uma furada. Temos que ser seres inteiros, a procura de outro ser inteiro. "A gente quer inteiro e não pela metade"!!!
A chance de duas pessoas já felizes, realizadas e desencanadas darem certo é infinitamente superior que esperar que o outro te complete. Jogar todas suas expectativas de felicidade numa pessoa que você nem conheceu ainda. Imagine o fardo que essa criatura já carrega! A missão de te fazer feliz! Como se tendo alguém todos os outros problemas desapareceriam!
Enfim. Se você está sozinho (a) mais um fim de ano e não sabe porque, reveja sua postura, seus valores, mergulhe dentro de você, que com certeza vai achar. Afinal, ninguém é perfeito. E se no meio do caminho você achar outro ser igualmente imperfeito como você, não seja tão rígido, vai que é essa a sua "pessoa errada"!

sábado, 24 de novembro de 2007

Uma piscada e já estamos em Dezembro!

Depois de uma certa idade acho os anos passam mais rápido. Quando crianças não vemos a hora de chegar datas como nosso aniversário, Dia das Crianças e principalmente o Natal.
Férias de fim de ano eram sagradas. Passávamos o verão todo na praia, na casa da tia, da avó...e mesmo se ficássemos na cidade era uma festa! Parques, shoppings, clubes...
Hoje fim de ano não significa necessariamente férias. Trabalhar em dezembro e janeiro, quando boa parte das pessoas estão na praia, é realmente muito cansativo. As horas não passam e o sol entrando dentro de nossas salas até nos deprime. Dias muito bonitos para serem passados enclausurados em nossos trabalhos.
Mas o tempo passa, o tempo vôa...
E esse ano de 2007 então vôou em rítmo supersônico!
Já no começo, carnaval. Mais um pouco, Páscoa.
Chega Julho, já é metade do ano!
Setembro (mês do meu aniversário) anuncia que o ano já tá acabando.
Outubro. Feriado de Finados
Novembro, praticamente nem existiu, de tanto feriado que teve.
E semana que vem...Dezembro. Natal...e acabou.
Pra começar tudo de novo em 2008. Mais um Carnaval, Páscoa....outro aniversário.
E os anos passam, os anos voam!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Começo me desculpando pela ausência e agradecendo as várias manifestações em favor de meus textos inéditos. É que as coisas por aqui andam bem agitadas. Fim de ano em escola é complicado, ainda mais nesse momento em que eu assumi parte da coordenação. E minha pós já está na fase de começar a apresentar projetos que darão origem às monografias.
Felizmente tem um feriado se aproximando, uma chance de respirar pra ter uma reserva de energia pro resto do ano.
Acho fim de ano complicado, nessa época já estamos cansados, meio em rítmo de férias, festas. A energia vai se acabando aos poucos.
Fui ao shopping hoje e já está totalmente decorado com motivos natalinos, e aquela musiquinha ao fundo. Não sei se sou eu que não tenho o menor espírito natalino, ou esse repertório Noite Feliz já está ultrapassado mesmo. Aquelas com harpas então.....afe.
Enfim, cada um com suas preferências não é?
Fico por aqui. Sei que não é nada digno de um retorno triunfal das profundezas do cotidiano ocupado, mas é uma forma de dizer Olá, ainda estou por aqui.

Bom feriado a todos!!!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem noódio vocês combinam. Então?Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem amenor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você amaeste cara?Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucurapor computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor

sexta-feira, 19 de outubro de 2007


Para se preparar para o fim de semana, fiquem com o lado poetisa da grande Lia Luft.


“Não sou areia”.
Onde se desenha um par de asas
Ou grades diante de uma janela.
Não sou apenas a pedra que rola
Nas marés do mundo,
Em cada praia renascendo outra
Sou a orelha encostada na concha
Da vida, sou construção e desmoronamento,
Servo e senhor, e sou
Mistério”.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Li recentemente uma matéria publicada no Yahoo noticias que me fez pensar. Uma pesquisa britânica fez a seguinte pergunta pra um grupo de entrevistados: O que você faria se soubesse que um asteróide iria se colidir com a Terra em 60 minutos?
A maioria, 54% passaria seus últimos momentos com parentes e amigos, nem que fosse ao telefone. 13% esperaria o inevitável tomando uma champagne. Apenas 3% rezaria.
Isso me fez pensar no que eu faria.
Eu fui mais além nessa pergunta, estiquei o tempo em um mês. Daí sim eu teria tempo para realizar alguma coisa.
. A primeira coisa que eu faria seria vender meu carro e visitar os lugares da minha lista que ainda não conheço. Polônia, Holanda, Irlanda, Praga, Viena e reveria outros que guardo comigo no coração. Faria isso em uns dez dias, sozinha, para refletir, me preparar. Tentaria nesse período preparar minha alma vendo as boas coisas que o homem fez. E levar comigo a fé de que a humanidade fez algumas coisas boas. A Monalisa, o Coliseu, a Pietà, a Capela Sistina.
Ao voltar, passaria o tempo restante ao lado dos que eu amo. Parentes, amigos. Procuraria algumas pessoas que acho que magoei, para pedir perdão.
Diria Eu te amo. Em apenas uma hora acho que não teria tempo suficiente pra dizer a todas as pessoas que eu amo, que eu as amo. Mas tentaria dizer ao maior número possível.
Acho que ficaria ansiosa em saber finalmente como é a tal “passagem”. Se o que leio nos livros espíritas desde a adolescência é mesmo verdade. Rever meus avós, tios, pessoas amadas que já se foram.
Festejaria.
Abraçaria.
Beijaria.
Comemoraria a minha existência nesse plano, cada dia, cada minuto, porque valeu a pena.
E vocês?












segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Que me desculpem as feias, mas...




Nada mais me choca em relação a busca da perfeição física, a vaidade, principamente a feminina. Vivemos em uma sociedade que preza a beleza a seu extremo. Anúncios de emprego pedem: "pessoas de boa aparência". O que significa nas entrelinhas: "Se você for gordo(a), feio(a), nem precisa se dar ao trabalho de nos procurar!".
A indústria da beleza, centros estéticos, cirurgiões plásticos, não têm nada a reclamar. Os negócios vão bem, obrigado! Lí há algum tempo, na Época (não tenho certeza) que muitos médicos de especialidades diversas, estão migrando para a área da beleza. A pessoa que está aplicando seu botox, pode ter especialização em cirurgia do aparelho digestivo.
Alguns procedimentos até são necessários, não sou radical a ponto de dizer que apenas a beleza interior deve ser cultivada, eu mesma confesso destinar parte do meu orçamento a cremes e afins e uma lipo está em meus planos futuros. Não acho legal a pessoa vestir a personagem de intelectual e achar que isso basta. Tem gente que até pode achar apenas isso atraente, mas vivemos numa sociedade de consumo, na América Latina, uma das regiões onde mais se preza a beleza (visto que nossas misses e top models estão sempre em evidência)
Porém algumas pessoas exageram. Mulheres magérrimas que fazem lipo, narizes perfeitos que são modificados, papadas invisíveis que são removidas. Sem falar em meninas de 25 anos aplicando botox e de 15 turbinand0-se com diversos miligramas de silicone. Ví hoje uma "modelo" brasileira que está fazendo sucesso nos EUA, onde mora com o marido americano, justamente por carregar o título de uma das mais (se não for a mais) siliconada das Américas. Algo em torno dos 1.000 ml. Isso é, ela carrega um litro de Coca-Cola em cada seio! E pretende pôr mais! Isso traz muitos problemas, pra coluna principalmente. Mas vivemos em um mundo onde a saúde vem depois da beleza. Até mesmo as academias, que deveriam ser templos da saúde, viraram apenas responsáveis por modelar corpos e bombar os garotões.
Acho que regime, atividades físicas são em primeiro lugar uma maneira de buscar saúde, vitalidade e qualidade de vida. É lá que jogamos nosso estress e recarregamos baterias.
Mas o conceito de beleza muda muito. É só olharmos pra trás. Na Renascênça bonitos eram os roliços, as mulheres com formas generosas e homens barrigudos. Isso porque numa época de comida escassa, quem estava acima do peso eram os burgueses emergentes detentores das novas fortunas. Não perdiam tempo trabalhando. Logo, não gastavam suas calorias. Assim como as pessoas branquinhas, que não trabalhavam em plantações, não tinham suas peles queimadas pelo sol.Esse conceito de magreza começou nos anos sessenta com a inglesa Twiggy. E de lá pra cá é o aceitado pela sociedade.
Me lembro que quando eu era criança quando os mas velhos viam alguém fortinho logo iam dizendo: "Tá gorda, bonita, com saúde". Hoje sabe-se que a gordura é a principal razão de diversas doenças como diabetes, pressão alta, colesterol, consequentemente os responsáveis pelos ataques cardíacos. Mas existe o outro lado da moeda, a anorexia, a bulimia e suas consequências gravíssimas, problemas nos ossos, no estômago, queda de cabelo, e interrupção da mestruação. Acho que a principal exemplo nessa categoria é Victoria Beckam.
As meninas que cresceram brincando de Barbie a tem como um modelo de beleza, acreditem ou não. Mas a Barbie se fosse de carne e osso seria magra demais pra mestruar, não conseguiria viver com o IMC (índice de massa corporal, peso dividido por altura ao quadrado, sendo que o saudável é entre 20 e 25) que provavelmente teria.
Eu não sei até que ponto vale a pena. Mas todas as mulheres são de certa forma vítimas da beleza. Eu assumo ser uma delas, mas tenho meus limites. E creio que tudo que é demais é prejudicial. Devemos achar um termo saudável e que nos traga beneficios. Porque querendo ou não, como dizia o poeta, beleza é fundamental!

Agora me despeço pois irei almoçar minha alface antes de passar a tarde na academia!! =)

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Passeios pelas ruas da memória


A região do Largo da Ordem é o coração do setor histórico de Curitiba desde 1971. É o local onde muitos moradores da cidade se encontram e revivem suas lembranças. São casas, prédios, igrejas, que juntos formam uma coleção responsável por manter a memória da cidade no imaginário coletivo. Essas memórias são acessadas com a seleção e a incorporação das lembranças mais importantes para cada um.
O Largo da Ordem, assim como outros centros históricos de diferentes cidades, é um centro de preservação da memória. Uma biblioteca da história de Curitiba e um centro de divulgação de conhecimento. Não por acaso é lá que está Fundação Cultural de Curitiba, parte do acervo do Museu Paranaense, galerias e escolas de arte e antiquários. Como parte desse acervo histórico está disponível a visitação gratuita, é um símbolo de conhecimento democrático e acessível a todos.
Pra mim esse pedaço da cidade sempre teve um valor especial, muitas experiências estão associadas a ele. Os lugares freqüentados na adolescência, a feirinha onde levei amigos vindos de fora, os bares de hoje. Enfim, é um elemento significativo do meu acervo pessoal.
No passeio com os colegas revi a casa que abrigou a primeira festa que fui, aos quinze anos, o bar onde mais tarde fui com meu primeiro namorado, e outro que costumava freqüentar com colegas de faculdade. Todos hoje fechados. São lugares da memória, cheios de signos.
A comunicação e o conhecimento estão em cada tijolo, tinta, pedras e na arquitetura antiga das casas, que nos remetem ao passado. Pois mesmo sem termos vivido na época do auge daquela região nossos conhecimentos anteriores, a enciclopédia segundo Eco, nos permite associações diversas. Outras pessoas presentes ao passeio tinham memórias parecidas, o que mostra que possuímos um acervo coletivo com relação a um ponto antigo da cidade, que faz parte da história de todos. No entanto, alguns dos presentes não eram de Curitiba, o que deu ao velho Largo uma outra cara. Passear pelas ruas do centro da cidade tendo ao lado uma pessoa que a via pela primeira vez, ou que morava na cidade há pouco tempo, foi algo muito interessante.

Cada um tinha seu próprio universo de expectativas, e eram diferentes dentre os que tinham ou não familiaridade com a paisagem.
Explicar a cidade vista através dos meus olhos, baseado em meus acervos pessoais, à outra pessoa, me fez ver coisas que eu nunca tinha percebido como o uso repetido de cores como o amarelo e o vermelho, detalhes de algumas construções, o marco zero da cidade e o busto do Barão do Rio Branco na Praça Generoso Marques.
A esse visitante não-curitibano, o acervo, a impressão que tinham da cidade, era a daquela Curitiba cidade de primeiro mundo, limpa, sem lixo nas ruas. Mas ao verem no centro da cidade mendigos, crianças de ruas e lixo, ficaram espantados. O lado da cidade que não aparece nas publicidades institucionais não fazia parte de seu imaginário, era algo novo. Contrariando seus universos de expectativa.
Nesse passeio, através das conversas e das observações entre colegas, pudemos reviver o passado, através da seleção que cada um fez de suas próprias memórias. Tivemos a oportunidade de compará-las no exercício final, já em sala de aula quando conversamos sobre as impressões que tivemos do passeio para podermos montar uma maquete. Foi possível observar os pontos comuns à observação de todos, aqueles que fazem parte da memória e da seleção coletivas e os particulares, visto sobre a ótica de cada um.
Mesmo sem perceber fazemos uso de nossos acervos a todo o momento. Cada passeio, leitura, filme que vemos, traz de volta a memória dos anteriores. Quando visitamos uma cidade ou revemos nossas próprias, usamos tudo o que sabemos sobre aquele espaço. Nossa memória é nossa biblioteca, a qual recorremos sempre que queremos resgatar, consultar nosso acervo particular. E também o estamos sempre atualizando, com novas idéias, impressões, como livros novos colocados nas estantes.